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Boehringer Ingelheim debate o papel da Inteligência Artificial no futuro da saúde

Tempo de leitura estimado: 3 minutos

Inteligência Artificial e computação quântica aceleram terapias inovadoras
Regulamentação e iliteracia digital continuam a travar a adoção tecnológica

Lisboa, 10 de novembro de 2025 — A Boehringer Ingelheim, que celebra 65 anos de presença em Portugal, organizou o encontro “Health 4.0: AI in Action”, dedicado ao papel da Inteligência Artificial (IA) na transformação do setor da saúde. O evento decorreu a 3 de novembro, coincidindo com o One Health World Day, e destacou o compromisso da farmacêutica com uma visão integrada da saúde humana, animal e ambiental.

O debate reuniu especialistas e líderes do setor para discutir como a IA e a computação quântica estão a acelerar o desenvolvimento de terapêuticas inovadoras, ao mesmo tempo que enfrentam barreiras regulatórias e de literacia digital.

Raffaele Santagati sublinhou o potencial da computação quântica na descoberta de novos medicamentos, referindo que as parcerias estratégicas da Boehringer Ingelheim têm permitido modelar moléculas complexas e reduzir o tempo de desenvolvimento de novas terapias.

O médico e CEO da HealthAI, Ricardo Baptista Leite, destacou o papel da IA na medicina de precisão, permitindo tratamentos personalizados com base em dados genéticos e clínicos, mas alertou para os desafios éticos e regulamentares que exigem maior equilíbrio entre inovação e segurança.


Vantagens e desafios da IA na saúde

Na mesa-redonda “AI Challenges and Opportunities”, participaram Arlindo Oliveira (Instituto Superior Técnico), Manuel Tanger (Beta-i), Lénia Mestrinho (Data Science Knowledge Center) e Daniel Ferreira (cardiologista), debatendo temas como big data, ética, regulação, literacia digital e o papel de Portugal como hub de inovação em saúde digital.

Entre as vantagens da IA, destacam-se:

  • maior eficiência operacional e produtividade clínica;

  • redução de erros e distrações no diagnóstico e terapêutica;

  • diminuição da carga administrativa e do desgaste médico;

  • melhoria dos registos clínicos e da experiência do doente.

Contudo, persistem desafios estruturais, como a forte regulamentação do setor, a integração em protocolos hospitalares, a proteção de dados, a cibersegurança e a falta de confiança dos profissionais.

“Sem confiança, não há adoção destas tecnologias”, afirmou Ricardo Baptista Leite.

O cardiologista Daniel Ferreira acrescentou que “a IA já está a revolucionar a imagiologia médica”, mas é essencial reforçar a literacia digital para que os profissionais possam tirar o máximo proveito das novas ferramentas.


Da teoria à prática: IA como aliada da inovação médica

A Boehringer Ingelheim apresentou também projetos premiados com o BI Award, que demonstram o impacto prático da IA:

  • Medgical AI, de Bruno Castilho, que reduz o tempo gasto pelos médicos em burocracia;

  • Petable, de Bruno Farinha, que aproxima tutores, veterinários e animais de companhia;

  • MAVEN, de Guilherme Coelho, que permite monitorizar remotamente a saúde animal.

Segundo Arlindo Oliveira, o futuro passa por sistemas de raciocínio adaptativo e agentes autónomos, capazes de executar tarefas complexas e ajustar-se a diferentes contextos e linguagens.

“A IA não vai substituir os médicos, mas vai substituir aqueles que não a utilizarem”, concluiu Bruno Castilho.

A Boehringer Ingelheim reforça assim o seu compromisso com uma inovação ética, segura e centrada nas pessoas, apostando em soluções tecnológicas que melhorem a saúde humana e animal.


Fonte: Boehringer Ingelheim Portugal / Comunicação Institucional
Publicado por: iPressJournal.pt

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