Home » Sociedade » Notícia* » A maioria das vítimas de cyberbullying não procura ajuda dos adultos por medo ou vergonha

A maioria das vítimas de cyberbullying não procura ajuda dos adultos por medo ou vergonha

Tempo de leitura estimado: 3 minutos

Ordem dos Psicólogos Portugueses assinala o Dia Mundial de Combate ao Bullying com uma Factsheet para Pais e Cuidadores e apela ao diálogo sobre o uso seguro da tecnologia.

A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) assinala o Dia Mundial de Combate ao Bullying com o lançamento de uma nova Factsheet para Pais, Mães e Cuidadores sobre Cyberbullying, apelando à importância do diálogo com crianças e jovens sobre este fenómeno.

De acordo com a OPP, a maioria das vítimas de cyberbullying evita pedir ajuda aos adultos mais próximos, por medo do julgamento ou receio de perder o acesso às tecnologias digitais.

O que é o cyberbullying?

O documento explica que o cyberbullying é uma forma de assédio praticada através da tecnologia, cada vez mais frequente entre crianças e adolescentes.
Inclui comportamentos como enviar mensagens ofensivas, publicar insultos nas redes sociais, criar perfis falsos ou partilhar imagens e vídeos com o intuito de humilhar alguém.

A OPP sublinha que o bullying — seja presencial ou digital — não deve ser normalizado nem encarado como uma parte inevitável do crescimento. Trata-se de um comportamento violento que pode ocorrer a qualquer hora, em qualquer lugar, e cujas consequências podem ser graves e persistentes.

Sinais de alerta a que os pais devem estar atentos

A OPP identifica vários sinais de alerta que podem indicar que uma criança ou jovem está a ser vítima de cyberbullying:

  • Demonstra tristeza, ansiedade ou irritabilidade após usar a internet.

  • Evita mostrar o que faz online ou tenta esconder a sua atividade digital.

  • Isola-se socialmente ou abandona atividades que antes lhe davam prazer.

  • Mostra nervosismo ao receber mensagens ou notificações.

  • Pede ajuda para eliminar contas ou bloquear contactos.

Como prevenir o cyberbullying

A prevenção deve começar em casa, com regras claras e acompanhamento próximo. A OPP recomenda:

  • Estabelecer horários e regras de utilização de telemóveis, computadores e redes sociais.

  • Conhecer o mundo digital da criança, sem invadir a sua privacidade, mas demonstrando interesse e vigilância.

  • Ensinar segurança online, reforçando a importância de não partilhar dados pessoais nem conteúdos íntimos.

  • Promover a reflexão antes da partilha de conteúdos, ajudando a compreender as consequências de cada publicação.

O que fazer perante uma situação de cyberbullying

Perante suspeita ou confirmação de cyberbullying, a OPP aconselha os cuidadores a:

  • Oferecer apoio e tranquilidade, garantindo à vítima que não tem culpa e que não está sozinha.

  • Guardar mensagens, imagens e interações como prova da agressão.

  • Denunciar e bloquear o agressor nas plataformas digitais.

  • Procurar ajuda na escola, junto do Diretor de Turma ou Psicólogo Escolar.

  • Contactar as autoridades, nomeadamente a PSP ou GNR (Escola Segura), em casos de ameaças graves, chantagem ou incentivo à automutilação ou suicídio.

A OPP reforça que o combate ao cyberbullying começa na comunicação familiar. Pais e cuidadores são chamados a escutar, apoiar e educar as crianças e jovens, criando um ambiente seguro onde se sintam confortáveis para falar sobre o que vivem online.

Partilhar em:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.Os campos obrigatórios estão marcados *

*

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.