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A digitalização pode salvar vidas nos hospitais

A digitalização pode salvar vidas nos hospitais

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Apesar de Portugal estar no bom caminho, “o nível de digitalização dos hospitais nacionais e demais unidades de saúde, já deveria ser maior”. Continuam a existir “muitos documentos em suporte papel em circulação nos mais diversos departamentos, face aos processos de trabalho em suporte digital”.

Estas foram algumas das principais conclusões apresentadas pela EAD, líder no setor de gestão documental, na 1.ª Edição das Jornadas Administrativas, organizada pelo Serviço de Gestão de Doentes da ULS Almada-Seixal (ULSAS).

No seu portfólio de clientes, nomeadamente no setor hospitalar, João Inocêncio, diretor comercial e de marketing do Grupo EAD, sublinhou que o caminho da Transformação Digital na saúde está longe de ser negativo, mas que há ainda muito trabalho a fazer.

A unidade de saúde de referência do Norte é um dos melhores exemplos de modernização e digitalização, bem como a Unidade Local de Saúde Almada Seixal, que em parceria com a EAD, já digitalizou mais de meio milhão de documentos, em 5 serviços desta unidade de saúde, da qual também gere o arquivo físico.

O processo de digitalização das unidades de saúde nacionais “é sempre muito desafiante, devido ao legado histórico de arquivos em papel, e ao facto de o papel continuar a ser ainda muito usado diariamente”.

“Nós, por exemplo, na unidade de saúde de referência do Norte implementámos um projeto de desmaterialização das urgências de adultos e da urgência pediátrica. Ou seja, o papel e/ou outros suportes que entram são automaticamente desmaterializados e seguem todo o circuito digital através do RCD (Repositório Clínico Digital)”, explicou João Inocêncio, durante a sua intervenção.

Tudo isto garante um maior controlo da informação e dos processos, o que por sua vez melhora a eficiência e a qualidade de trabalho e de serviço. Segundo publicação do governo português (www.portugal.gov.pt) o RCD visa, de facto, melhorar o acesso dos profissionais de saúde aos registos clínicos em papel (disponibilidade 24h/7 dias por semana) de forma integrada, com o processo clínico eletrónico, garantindo a segurança da informação, enquanto diminui a circulação de registos em papel. Todo este processo tem como objetivo uma maior eficiência dos processos de trabalho, garantindo a preservação digital da informação, bem como na gestão dos espaços de depósito de arquivo.

De salientar que este RCD se distinguiu por ter sido um projeto inovador de desmaterialização dos registos clínicos em papel promovido por essa unidade de saúde do Norte e está a servir como modelo, tendo em vista a sua replicação em vários hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

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