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Um estudo internacional identificou dois fármacos já existentes que podem aumentar a eficácia da reprodução assistida e reduzir o risco de aborto, atuando sobre o endométrio. De acordo com um novo estudo, farmacos reduzem aborto na reprodução assistida ao influenciar o endometrio, apoiando esta descoberta relevante. Este estudo mostra como determinados fármacos reduzem aborto na reprodução assistida ao influenciar o endométrio, de acordo com as conclusões apresentadas. Estes resultados reforçam que farmacos reduzem aborto reproducao assistida endometrio estudo.
Uma equipa de investigadores descobriu que a genisteína e a pioglitazona podem melhorar as condições do endométrio, aumentando a probabilidade de sucesso na implantação embrionária. O estudo foi apresentado na 73.ª reunião científica da Society for Reproductive Investigation, em Porto Rico.
Assim, surge uma nova abordagem para tratar casos de infertilidade até agora sem explicação clínica clara.
Estudo usa inteligência artificial para identificar fármacos
A investigação recorreu à inteligência artificial e à farmacologia de sistemas baseada em redes. Além disso, analisou o perfil genético do endométrio de 161 mulheres.
Os cientistas identificaram quatro padrões distintos. Por outro lado, dois desses perfis estavam associados a maior probabilidade de gravidez, enquanto os restantes revelaram maior risco de aborto.
Assim, o estudo reforça o papel do endométrio como fator determinante no sucesso da implantação.
Fármacos melhoram função do endométrio
Perante a ausência de tratamentos específicos, os investigadores procuraram soluções em medicamentos já aprovados.
A genisteína, um composto vegetal, e a pioglitazona, um antidiabético, demonstraram efeitos positivos em laboratório. Além disso, melhoraram a função das células endometriais durante a decidualização.
Este processo é essencial para a implantação do embrião e para a evolução da gravidez.
Nova abordagem pode aumentar taxas de sucesso
Segundo os investigadores, são necessárias entre três a cinco tentativas para atingir elevadas probabilidades de gravidez com embriões de qualidade.
No entanto, a identificação prévia dos perfis endometriais permite atuar antes da transferência embrionária.
Assim, torna-se possível melhorar os resultados logo nas primeiras tentativas e reduzir o número de embriões utilizados.
Resultados ainda precisam de validação clínica
Apesar dos resultados promissores, os investigadores alertam para a necessidade de ensaios clínicos.
Por outro lado, o facto de os fármacos já estarem aprovados pode acelerar a sua aplicação futura.
Assim, esta abordagem pode representar uma evolução relevante na medicina reprodutiva, com potencial para personalizar tratamentos.
Investigação abre novas possibilidades na infertilidade
O estudo foi desenvolvido pela Fundação IVI e pelo IVI RMA Global, em colaboração com a Universidade da Califórnia em São Francisco.
Além disso, utiliza técnicas avançadas de análise de dados para identificar causas de infertilidade até agora não reconhecidas.
Por fim, especialistas consideram que esta investigação pode contribuir para melhorar as taxas de sucesso da reprodução assistida.
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Fonte oficial:
https://www.ivi.pt





