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A Amadora lança esta sexta-feira o Arteduto, uma incubadora cultural que reserva mais de 80 por cento da programação artística a pessoas ligadas ao concelho. Assim, o critério abrange quem nasceu, vive, viveu ou trabalha na Amadora.
A associação LEVES – Fronteira dos Afetos cria o projecto em parceria com a Câmara Municipal da Amadora. O lançamento decorre de 2 a 4 de Outubro, entre os Recreios da Amadora e o Bairro do Zambujal. Depois, o programa prolonga-se até Abril de 2027.
Incubadora cultural da Amadora reserva 80 por cento aos locais
O Arteduto propõe-se identificar, apoiar e desenvolver artistas, criadores, agentes e projectos do concelho. Para isso, a programação combina criação artística, capacitação, encontros profissionais e acções destinadas a aproximar quem cria de quem programa, produz e contrata.
O nome parte da ideia de aqueduto: uma infra-estrutura que liga lugares e transporta recursos. Assim, onde antes circulava água, o projecto quer fazer circular ideias, trabalho artístico e pessoas entre a Amadora e outros circuitos culturais, dentro e fora do país.
Além disso, o Arteduto junta-se a outras iniciativas culturais do concelho, como a Festa do Livro da Amadora e o projecto de academia de dança no Mercado da Damaia.
Três dias de lançamento entre os Recreios e o Zambujal
A abertura acontece na sexta-feira, 2 de Outubro, às 21h00, nos Recreios da Amadora. Quinze minutos depois, Pedro da Linha sobe ao palco, acompanhado por Pedro Ferreira e Juninho Ibituruna, num concerto que cruza música electrónica com raízes lusófonas.
No sábado, 3 de Outubro, o dia começa às 10h00 com o Zambujal 360, uma visita pelo bairro que percorre iniciativas comunitárias e uma galeria de arte urbana dedicada aos 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável. A visita é gratuita, mas exige inscrição prévia. Em seguida, às 12h30, o Grupo Capoeira Internacional Topázio promove uma roda de capoeira.
Mais tarde, às 18h30, os Recreios da Amadora acolhem uma sessão de trabalho dirigida a artistas, associações e colectivos do concelho. Desta forma, o objectivo passa por identificar competências, necessidades e possibilidades de colaboração. Depois, às 21h00, apresenta-se ConCorda, criação de Catarina Gameiro e Mariana Frazão que cruza movimento, manipulação de objectos, teatro físico e música.
Banda Monte Cara e o legado de Bana
Por fim, o domingo, 4 de Outubro, encerra às 19h00 com a Banda Monte Cara, nos Recreios da Amadora.
O nome evoca o espaço que o cantor cabo-verdiano Bana fundou em Lisboa, em 1976. O Monte Cara é descrito como o primeiro espaço em território nacional dedicado à cultura africana. Além disso, funcionou como laboratório de modernização da morna, por onde passaram nomes como Cesária Évora, Paulino Vieira, Armando Tito e Celina Pereira.
Quanto a preços, a entrada é gratuita na maioria das iniciativas. Porém, os concertos de Pedro da Linha e da Banda Monte Cara custam cinco euros.
Convocatória pública em Novembro
Depois do lançamento, o Arteduto abre em Novembro uma convocatória pública dirigida a artistas da Amadora. Além disso, o projecto promete aos seleccionados mentorias individuais, oficinas de capacitação e encontros com programadores, curadores, directores de salas e festivais, jornalistas e críticos, nacionais e internacionais.
Finalmente, em Abril de 2027, os artistas seleccionados regressam à programação pública do projecto.
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