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A Prosegur lançou um novo sistema de proteção anti-drones destinado a reforçar a segurança aérea em espaços sensíveis. A solução responde ao aumento dos incidentes associados à utilização ilícita de aeronaves não tripuladas. Também se destina a infraestruturas críticas, instalações industriais, centros de dados, plataformas de transporte e grandes eventos culturais, musicais e desportivos ao ar livre.
Desenvolvido pelas equipas de engenharia da Prosegur em conjunto com parceiros tecnológicos, o sistema integra-se no modelo de Segurança Híbrida da empresa. Ele permite detetar, rastrear e, quando necessário e de acordo com a legislação de cada país, neutralizar drones não autorizados que operem em perímetros aéreos sensíveis.
Sistema permite deteção, rastreio e resposta graduada
A solução permite identificar aeronaves não tripuladas potencialmente perigosas, reconhecendo o modelo do drone, o respetivo número de série e a localização do ponto de operação. Uma vez confirmada a ameaça, o sistema pode interferir na frequência de controlo para neutralizar a trajetória do equipamento.
Consoante o nível de alerta, a resposta pode incluir o regresso ao ponto de origem, a aterragem numa área segura, a captura, o abate ou a anulação do sinal do piloto. A decisão baseia-se em critérios como distância de deteção, velocidade, comportamento e risco potencial.
Em países como Portugal, Espanha ou Brasil, a neutralização de drones compete exclusivamente às forças de segurança e autoridades estatais. Neste contexto, a Prosegur atua em articulação permanente com as entidades competentes, assegurando o cumprimento do enquadramento legal em vigor.
Integração no modelo de Segurança Híbrida da Prosegur
Este novo sistema reforça o modelo de Segurança Híbrida da Prosegur, que combina vigilância presencial realizada por profissionais especializados com tecnologia avançada. O modelo integra drones, robôs, câmaras inteligentes e análise de dados, tudo coordenado a partir dos iSOC – Centros de Operações de Segurança Inteligente da empresa.
Através desta abordagem, a informação recolhida no terreno é transformada em inteligência operacional em tempo real. Assim, é possível antecipar riscos, acelerar respostas e proteger pessoas, infraestruturas e ativos críticos.
Atualmente, a Prosegur presta mais de 120 serviços de vigilância com drones em espaços, eventos e instalações estratégicas. A operação estende-se a países como Brasil, Chile, Espanha, México e Paraguai, estando prevista a entrada no mercado peruano num futuro próximo.
Caso de sucesso no festival The Town 2025
A solução anti-drones foi testada com sucesso na segunda edição do festival The Town, realizada em São Paulo. O evento reuniu mais de 420 000 pessoas ao longo de cinco dias e constituiu um ambiente de elevada exigência operacional.
A operação integrou tecnologias avançadas de vigilância que permitiram reduzir os ciclos de monitorização de sessenta para dez minutos, através do uso combinado de câmaras e drones. Foi ainda definida uma lista de drones autorizados, pertencentes à organização e aos patrocinadores. Consequentemente, concentrou-se a vigilância apenas em aeronaves não identificadas com potencial de ameaça.
A coordenação decorreu a partir de um iSOC instalado no recinto, capaz de gerir drones em voo autónomo ou operados por pilotos da Prosegur. A infraestrutura incluiu um videowall de dezoito metros quadrados, software analítico com inteligência artificial, mais de noventa e cinco câmaras térmicas e panorâmicas em 4K, quinze bodycams e vários drones com monitorização a 360 graus.
As imagens foram transmitidas em tempo real através de sistemas encriptados, enquanto a inteligência artificial gerava alertas automáticos que aceleravam a resposta operacional.
Segurança baseada em inteligência e antecipação
Para Fernando Abós, CEO da Prosegur Security, os drones ampliaram de forma significativa a área de risco associada a infraestruturas e grandes eventos. Segundo o responsável, a resposta da empresa assenta numa abordagem híbrida. Esta é baseada na deteção, análise e intervenção coordenadas a partir dos iSOC e sincronizadas em tempo real com as equipas de vigilância presencial.
O objetivo, sublinha, não é apenas aumentar a capacidade de observação. Importa também compreender e antecipar comportamentos de risco para agir com rapidez e precisão, protegendo pessoas, ativos e a continuidade operacional dos clientes.
