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Inquérito: atitudes em relação à fertilidade masculina — défice de literacia preocupa especialistas

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A maioria dos homens portugueses revela baixo conhecimento sobre doenças do aparelho reprodutor que podem comprometer a fertilidade, a saúde sexual e o bem-estar. Termos como orquite e epididimite permanecem desconhecidos para uma parte substancial da população masculina. Segundo o inquérito nacional “Atitudes em relação à fertilidade masculina”, realizado pela GfK, mais de 40% dos inquiridos nunca ouviram falar destas patologias.

O Dr. Samuel Ribeiro, especialista em medicina da reprodução e diretor clínico do IVI Lisboa, alerta para a ausência de rotinas de prevenção equivalentes às existentes na saúde feminina: é necessário programas regulares, rastreios e campanhas dirigidas aos homens ao longo de todo o ano, e não apenas em novembro.

Onde o desconhecimento é maior

  • Epididimite: 49,2% admitem desconhecimento total; 28% têm noções vagas.

  • Orquite: 49,4% sem qualquer informação; 31,7% dizem saber pouco.

  • Gonorreia: 24,7% desconhecem por completo; 44,6% têm pouca informação.

  • Infertilidade secundária: 32,2% desconhecem; 41,3% têm noções vagas.

  • Ejaculação retrógrada: 30,6% nunca ouviram falar; 46,4% dizem saber pouco (maior défice entre 30–39 anos).

O défice é transversal às idades (30–50 anos), mas acentua-se entre os 40–50, precisamente quando muitos casais tentam ser pais ou aumentar a família.

Fatores de risco subvalorizados

Embora exista consciência sobre tabaco, álcool e alimentação, sedentarismo, obesidade e idade continuam desvalorizados. A primeira parte do mesmo inquérito já indicara que 67% dos homens pouco ou nada se preocupam com a possibilidade de terem problemas de fertilidade, apesar de 71% conhecerem alguém nessa situação.

Metodologia

Amostra de 100 entrevistas online a homens 30–50 anos (NSE Alto/ Médio-Alto/ Médio), realizadas 23/09/2024–03/10/2024; distribuição regional: Norte 35%, Centro 23%, Lisboa 30%, Alentejo 8%, Algarve 5%; margem de erro 9,8%.

Sobre o IVI – RMANJ

Fundado em 1990 (Espanha), o IVI é hoje o maior grupo mundial de reprodução assistida após fusão com a RMA em 2017, com 80+ clínicas e 7 centros de investigação.

Fertilidade masculina: homens desvalorizam riscos e procuram pouco apoio médico — artigo publicado em janeiro de 2025 no iPressJournal.pt.

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