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A escoliose é uma patologia silenciosa que pode evoluir sem sintomas evidentes. A deteção precoce depende, muitas vezes, da atenção de pais, professores e cuidadores.
Assinalando o Dia Mundial da Saúde, celebrado a 7 de abril, importa reforçar a importância da vigilância ativa no desenvolvimento das crianças. Além disso, o diagnóstico atempado pode evitar complicações graves.
Escoliose afeta crescimento e estrutura da coluna
A escoliose resulta de um crescimento assimétrico das vértebras, levando à rotação da coluna vertebral. Por outro lado, essa alteração provoca uma curvatura anormal que afeta estruturas associadas.
Além disso, a deformação pode envolver a caixa torácica, a bacia e a cavidade abdominal. Assim, trata-se de uma condição músculo-esquelética com impacto global no organismo.
Estima-se que esta patologia afete cerca de 1% da população. No entanto, por não causar dor inicial, tende a ser diagnosticada tardiamente.
Sinais visíveis podem indicar presença da doença
A identificação precoce depende frequentemente da observação direta. Por sua vez, existem sinais físicos que podem alertar para a presença de escoliose.
Entre os principais indicadores destacam-se:
- Ombros desnivelados
- Assimetria nas omoplatas
- Diferenças na linha da cintura
- Inclinação da bacia
Além disso, o teste de Adams pode revelar uma saliência nas costas ao inclinar o tronco. Assim, perante qualquer suspeita, deve ser procurada avaliação médica.
Crescimento acelerado agrava progressão da escoliose
A evolução da escoliose está diretamente associada aos períodos de crescimento rápido. Por outro lado, os momentos mais críticos ocorrem na primeira infância e na adolescência.
Nestas fases, a vigilância deve ser reforçada. Além disso, a ausência de sintomas pode atrasar o diagnóstico, aumentando o risco de agravamento.
Diagnóstico precoce reduz necessidade de cirurgia
Se identificada atempadamente, a escoliose pode ser controlada com tratamentos não invasivos. No entanto, diagnósticos tardios podem exigir intervenção cirúrgica.
Além disso, casos mais graves podem comprometer a função respiratória e a qualidade de vida. Assim, a prevenção e o acompanhamento regular são determinantes.
Segundo informação da Organização Mundial da Saúde, disponível em https://www.who.int, a promoção da saúde e a prevenção são pilares fundamentais dos sistemas de saúde.
Consciencialização melhora resultados clínicos
Campanhas de informação dirigidas a cuidadores têm um papel relevante na deteção precoce. Por outro lado, o acesso a informação clara permite decisões mais informadas.
Assim, a vigilância regular do desenvolvimento físico das crianças pode traduzir-se em melhores resultados clínicos. Por fim, pequenas ações preventivas podem evitar consequências significativas.
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O cuidado com a saúde infantil abrange também o bem-estar emocional. Neste contexto, é relevante conhecer a perspetiva de especialistas como a psicóloga que defende que dizer não aos filhos é um ato de amor, promovendo o equilíbrio entre firmeza e afeto na educação das crianças.





