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As associações empresariais de Viana do Castelo e da Figueira da Foz uniram-se para analisar os projetos de energias eólicas offshore previstos para estas regiões. Recentemente, Viana e Figueira avaliam impacto das eolicas offshore na economia regional, reconhecendo a importância deste debate para o futuro local. Além disso, pretendem discutir os seus impactos sociais, ambientais e económicos. A iniciativa envolve empresários, decisores políticos e entidades estratégicas. Este momento é importante, pois o mar volta a assumir um papel central no futuro energético do país.
É neste contexto que surge o INOVSEA OFFSHORE, um projeto conjunto da Associação Empresarial de Viana do Castelo e da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz. O objetivo é preparar as PME para as oportunidades emergentes da energia azul e da eólica offshore. Este é um setor estratégico para a transição energética nacional.
O INOVSEA OFFSHORE representa a continuidade do projeto INOVSEA – Inovação e Competitividade na Economia do Mar das Regiões Costeiras do Alto Minho e do Baixo Mondego. Após uma primeira fase centrada na cooperação empresarial e na inovação, esta nova etapa aprofunda a ambição. Neste sentido, aposta na capacitação das empresas para integrarem a cadeia de valor da energia offshore.
Segundo Manuel Cunha Júnior, presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo, o mar volta a estar no centro do desenvolvimento económico nacional. Agora, isso ocorre com um novo propósito, ligado às energias limpas e sustentáveis. O responsável sublinha que o objetivo passa por garantir que as empresas locais estão preparadas para beneficiar das oportunidades que a energia offshore irá gerar.
Portugal posiciona-se como um potencial hub europeu da energia offshore, alinhado com as metas definidas no plano REPowerEU. Este plano prevê atingir 300 gigawatts de capacidade instalada em eólica offshore na Europa até 2050. Neste cenário, Viana do Castelo e Figueira da Foz assumem-se como territórios estratégicos. Eles beneficiam da proximidade ao mar, da tradição industrial e da capacidade logística dos seus portos.
Para Vitória Abreu, presidente da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz, a energia azul representa uma alavanca fundamental para a inovação e para a qualificação das PME. A responsável destaca que o INOVSEA OFFSHORE é um passo essencial para garantir que o tecido empresarial local está preparado para competir e colaborar neste novo mercado emergente.
Ao longo dos próximos meses, o projeto prevê a realização de missões internacionais de benchmarking, hackathons de inovação, jornadas de capacitação empresarial e estudos prospetivos sobre o impacto da energia offshore nas economias locais. A ambição passa por transformar conhecimento em valor económico real. Assim, pretende reforçar a competitividade das empresas e promover um modelo de desenvolvimento mais sustentável e colaborativo.
