Nada mais ameaçador para o poder do que o seu exercício para além dele mesmo! Na actual situação política, social e económica que vivemos, cada vez mais nos confrontamos com situações que nos reclamam uma aturada análise e reflexão sobre o exercício do poder, mesmo quando ele está respaldado por uma legitimidade que lhe foi conferida por um dos principais instrumentos da democracia, as eleições livres. Como já aqui foi dito anteriormente, a legitimidade de qualquer poder saído de eleições democraticamente livres, não tem uma garantia vitalícia, uma vez que o escrutínio do seu exercício deve ser feito ao longo ...
Read More »O QUE NOS FAZ FALTA…
Demissão deste governo?… Sim! Eleições?… Sim! Mas será apenas isto que nos faz falta!?… Na situação em que o país se encontra, é tão vasta a quantidade e qualidade de soluções e projectos que nos faltam cumprir, que estas duas urgências acima referidas, são mesmo só isso. Urgências, que são preciso ultrapassar, sem hesitação, mas não sem a reflexão e o bom senso que se impõem. O tecido social, político e ideológico está de tal maneira coçado, qual manta através da qual os finos e frágeis fios que lhe aguentam ainda a textura, deixam inexoravelmente passar o frio e o ...
Read More »DERRAPAGENS IDEOLÓGICAS
No actual léxico político-económico, há já bastante tempo que tinha sido introduzido o conceito de derrapagem, para classificar o desvio de valores orçamentais, nas suas mais variadas vertentes, quando o verdadeiro valor atingido, apresentava uma diferença para mais, relativamente ao valor inicialmente ajustado e inscrito nos orçamentos em causa. Este tipo de derrapagem tornou-se tão comum, que quase passou a ser considerado como regra, relegando para o campo do pouco provável o esperado cumprimento dos números oficialmente inscritos nos orçamentos. Obra, empreendimento ou outro qualquer tipo de despesa a ser paga pelo Estado, passou então a medir-se, em termos de ...
Read More »GOVERNAÇÃO PELO ABSURDO
Quando não se sabe como fazer, inventa-se e dentro desse exercício de vanguarda na arte de bem (mal) governar, não há opção que não possa ser posta em prática, tendo como principal objectivo, travestir qualquer forma lógica ou acertada de exercer o governo da nação e transformar esse desiderato numa outra inusitada e estrambólica forma de governar – a governação pelo recurso ao absurdo. Tudo, para dissimular as insuficiências e as inabilidades de um executivo, que já nada controla nem nada tem para justificar os votos em que assentou a sua legitimidade. O “Governo de Portugal”, como agora se passou ...
Read More »O PREÇO DO TRABALHO
Quando hoje em dia pensamos no trabalho, como meio de subsistência, mas também como realização humana e espiritual, logo nos deparamos com o confronto entre a sua necessidade, a nível económico e o não menos necessário direito ao lúdico, uma vez que o homem não se resume apenas a um instrumento de mão-de-obra, mas também a um ser inteligente e criativo e espiritual com requisitos ao nível do entretenimento, da cultura e do lazer. A evolução da sociedade teve sempre como objectivo declarado, um equilíbrio razoável e progressivamente apurado, entre essa necessidade de prover a economia de meios de desenvolvimento ...
Read More »SE UNS APUPOS INCOMODAM MUITO O GOVERNO, UM BISPO DAS FORÇAS ARMADAS INCOMODA MUITO MAIS
Esta semana, no meio de toda a sensaboria de declarações de boas intenções do governo, que assim vai mantendo as pessoas naquele “banho-maria” de preocupações e incertezas quanto ao futuro, se é que ele vai mesmo chegar, caíram que nem água em azeite a ferver, as declarações de D. Januário Torgal Ferreira, emérito Bispo das Forças Armadas e sobejamente conhecido por não mandar dizer por ninguém aquilo que pensa da vida que a todos diz respeito, sobre os mandos e desmandos de quem nos governa e seus satélites. O que D. Januário terá declarado frente às câmaras da TVI, entre ...
Read More »A LISTA NEGRA
Reza assim a notícia: “O Governo prepara-se para criar uma ‘lista negra’ para os maus pagadores do sector energético – electricidade e gás – à semelhança do que já hoje faz o Banco de Portugal para os clientes das instituições financeiras ou o Instituto de Seguros de Portugal para a actividade seguradora, bem como o mercado das telecomunicações móveis.” O limite, a partir do qual, famílias e empresas garantem uma entrada directa neste ‘clube’, é de 75 euros. A medida consta da proposta à alteração do Decreto-Lei nº 172 de 2006, relativo aos mecanismos de fiscalização do risco de dívida.” ...
Read More »ANATOMIA DA CRISE
Crise, deve ser o vocábulo mais utilizado nas conversações diárias dos portugueses. Hoje em dia, qualquer conversa nos leva a ela e nunca a culpa de qualquer coisa teve uma paternidade tão óbvia e inquestionável. Como raramente acontece, neste caso a culpa não morre órfã e muito menos solteira. A crise carrega em si a culpabilidade de tudo o que nos acontece, mas no fundo, com tanta unanimidade na atribuição da culpa de tudo à crise, de quem é, afinal a culpa dela própria? Ao concedermos à crise uma identidade própria, ela acaba por se dissipar e escapar ao julgamento ...
Read More »Carteiras e cartões da Polícia Judiciária à venda na internet
O iPressJournal apurou que já estão a ser comercializados online documentos de identificação de uso exclusivo das autoridades policiais portuguesas, incluindo cartões e carteiras semelhantes aos utilizados pela Polícia Judiciária (PJ). A partir de plataformas online, e com apenas alguns cliques, qualquer pessoa pode encomendar cartões de identificação supostamente de inspetores da PJ, totalmente personalizados com a fotografia do comprador. De acordo com a informação disponível no site de uma empresa espanhola, sediada em Barcelona, é possível adquirir um crachá semelhante ao da PJ por 39 euros ou um cartão personalizado por apenas 20 euros. As imagens disponibilizadas confirmam a ...
Read More »Os valores da ética e a ética dos valores ou Licenciaturas umbilicais
Nem sempre damos por isso, mas por vezes quedamo-nos a olhar para dentro de nós próprios e nem sempre compreendemos aquilo que vemos no nosso interior. Ao longo da nossa vida construímos uma imagem daquilo que julgamos ser o que os outros vêm em nós e raramente nos questionamos se esse é o retrato que imprimimos no julgamento de quem nos vê apenas por fora e interpreta os nossos sentimentos, os nossos valores, os nossos defeitos e virtudes, apenas por aquilo que lhes damos a conhecer sem, que os deixemos abordar-nos de outras formas mais precisas e mais eficientes. Porque ...
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